Não podemos deixar de falar sobre o que temos visto.


 

                O discurso de Pedro no Sinédrio foi arrebatador. A perplexidade estava estampada nos rostos dos homens ali presentes, pois havia vida em cada uma daquelas palavras; uma vida que nenhum daqueles mestres, com todo o seu rico conhecimento na lei, poderia jamais transmitir.

                Cristo morrera, mas deixara seu legado na mão de homens capazes de fazer ainda mais do que Ele próprio havia feito; homens treinados pelo próprio Deus. E esses homens faziam discípulos, e esses discípulos treinavam outros discípulos, e assim o evangelho chegava em cada coração, transformando todos aqueles que criam no que estava sendo pregado, e fazendo crer  todo aquele que era transformado.

                Quando olharam para Pedro e João, viam Cristo, mais vivo do que nunca. (Atos 4;13). Mataram o Nazareno, mas agora teriam que lidar com o Filho de Deus VIVO em cada alma que o aceitava. E sob as mais terríveis ameaças, eles continuavam a proferir o evangelho. "Não podemos deixar de falar sobre o que temos visto", respondeu Pedro quando os religiosos ordenaram que ele se calasse - essa foi a sua resposta, mesmo depois de ter passado a noite em uma prisão. (Atos 4;20). Portanto, circunstância nenhuma, "nem a morte, nem a vida; nem principados ou potestades; nem o presente ou futuro", nada faria com que ele se calasse. A vida que havia dentro dele era maior do que tudo, e mesmo que ele quisesse, não conseguiria escondê-la. Cristo resplandecia em seu rosto.

E não era preciso nenhuma instrução grandiosa para que a obra se manifestasse. Os mais simples dos homens levavam o evangelho a toda a criatura. Cristo os havia chamado "não em virtude de suas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça" (II Timótio 1:9). Jesus não os escolheu por causa da posição social, méritos ou bens. Cristo os escolheu porque eles também escolheram a Cristo.

Quando se é atingido pelo verdadeiro evangelho, não há como negá-lo ou escondê-lo; é impossível não falar sobre o impacto que ele causa. Porém, levar Cristo ao mundo levou Pedro à Cruz, assim como Jesus. Mas bem sabemos que “se morremos com ele, com Ele também viveremos; se perseveramos, com Ele também reinaremos” (II Timóteo 2: 11-12). É certo que enfrentaremos lutas ao carregar o evangelho, mas se sabemos em quem cremos, e se temos plena convicção da verdade, tudo valerá a pena. “Seremos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos (...). Pois nós, que estamos vivos, somos entregues a morte por amor a Cristo (...). Os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles (II Coríntios 4;9).


Por: Amanda Gonçalves.

Ministério de Louvor Filhos dos Profetas